naquela estrada fria e cercada de árvoras altas, no inverno.
de dentro do carro que anda meio devagar e todo encapotado.
com aquela música de bom tom e a luz q vem do sol, q vem da diagonal no seu canto do rosto, ultrapassa os galhos secos e atravessa o vidro pra chegar na minha pele gelada, que cobre muitas coisas e também, o meu coração, que é gelado como a pele mas bate sempre rápido. sempre rápido.
cansa e chego a achar que a causa da minha morte será parada cardíaca na meia idade.
eu retorno esperançoso e engraçado, a esperança sempre tem ligação com a distância.
próximo estou longe.
longe estou perto.
não tem meio do caminho.
extremidades como de costume.
muito trabalho.
nenhum trabalho.
muita felicidade.
muita tristeza.
filme muito bom.
filme horrível.
música boa.
música ruim.
como gostar de algo mais ou menos?
não consigo.
tento mas não consigo.
de repente vejo aquela luz do sol que atravessa o galho seco no inverno só que no verão.
no mesmo mês.
duas estações diferentes e rigorosas.
muito calor.
muito frio.
me mostra que existe sentimento real como quando uma mãe vê a sua criança, que chutava sua barriga por dentro, pela primeira vez.
mas não é isso.
é igual a tudo que eu já vivi.
basta a sua distração, pra minha solidão.
veja: mary.abel ferrara
ouça: inside of love.nada surf
compre: apple tv
1.5.07
Assinar:
Postagens (Atom)